Páscoa e Ressurreição, nasce uma civilização do amor.

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Caros amigos, paroquianos agentes de pastoral e devotos de são Judas Tadeu; Estamos para celebrar  a solenidade  da Ressurreição do Senhor Jesus Cristo.  A Páscoa é para nós da mesma forma que o domingo é  para a semana. É a festa mais importante da nossa Igreja Católica. Por isso também se diz que cada domingo é uma celebração pascal.

A palavra Pascoa podemos dizer que descende do aramaico “paschá”, no hebraico “pesah”, e do grego “pasjein”. O Antigo Testamento apresenta o termo 49 vezes, indicando o rito da lua cheia da primavera em 34 vezes, e em 15 vezes cita o “cordeiro imolado”.

A palavra Páscoa lembra a passagem dos judeus pelo Mar Vermelho e o deserto até a entrada na terra prometida. Para os cristãos, esta passagem testemunha o movimento da humanidade que sai do pecado à graça da salvação que se dá pela paixão, morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo.

A Liturgia da nossa Igreja  Católica apresenta uma riqueza de  celebrações e ritos neste período em preparação à Páscoa. Desde a Quaresma, Domingo de Ramos até culminar na celebração da Vigília Pascal, nos apresenta quatro momentos importantes: celebração da luz, liturgia da palavra, celebração batismal ou renovação das promessas batismais e a celebração eucarística.

No entanto a Páscoa é prorrogada e continua sendo festejada por um período litúrgico chamado de Tempo Pascal, que vai até o Domingo da Ascensão e culmina com a solenidade do dia de Pentecostes, a descida do Espírito Santo sobre a comunidade dos Apóstolos, e hoje estendida a todos nós. Desta forma pelo batismo somos os continuadores da presença do Cristo ressuscitado.

O mistério pascal, conforme o Novo Testamento, mostra o Reino de Deus oculto às massas, mas revelado aos eleitos. Nos escritos de São Paulo Apóstolo, refletimos a salvação que Deus oferece à humanidade de todos os tempos, realizada em Cristo e confiada seguidamente aos apóstolos e a toda Igreja para que se tornem discípulos missionários no anúncio desta realidade salvífica a todos os fiéis.

Acontece uma relacão muito singular   entre três elementos muito importantes no Mistério Pascal: a) situação de morte, b) a vida que brota da morte, c) a intervenção especial de Deus. Assim, a vida que brota da morte cria a consciência de uma nova criação. Do mesmo modo que fomos criados, fomos redimidos, portanto, recriados, saindo dos pecados provocados pelos apetites desenfreados.

Devemos nos voltar para o mistério salvífico entre Deus e a humanidade, que se dá na doação da vida de Jesus pela humanidade. A primeira aliança foi a libertação do povo israelita da opressão do Egito. A nova e eterna aliança é tirar a humanidade do peso do pecado, libertando-a definitivamente do mal.

Nesta dimensão do mistério pascal  somos chamados a viver a Páscoa e agir como discípulos missionários de Cristo, hoje testemunhando sua Ressurreição, sobretudo neste tempo que a Igreja celebra o Ano do Laicato salientamos a necessidade de todos nós sermos continuadores da missão de Jesus sem ter medo nas diferentes vocações e missoes. Diante desta quaresma que vem a findar-se refletiomos osbre o tema da violencia: quais frutos a reflexão da Campanha da Fraternidade gerou em mim e no  próximo?  também na nossa comunidade foi capaz de gerar?  nós cristão somos contra toda e qualquer violência. Fica o convite e a provação  de levarmos esta mensagem para todos os setores onde estivermos pois, “somos todos irmãos”, agentes transformadores das diversas realidades. Que esta Páscoa nos renove na caminhada por um mundo de paz e fraternidade, preparando-nos para sermos uma Igreja viva e ressuscitada. Caríssimos, desejo-lhes uma

FELIZ E SANTA PÁSCOA!

Deus abençoe a todos.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Pe. Welson O. Nogueira – Pároco e Reitor

Categories: Em Pauta

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